segunda-feira, outubro 05, 2009

Não sei o que fazer com essa vida que a própria construiu para mim.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Mojo Books


A nona de Beethovem no Mojo Books, com quase 1 ano de atraso. É só clicar na imagem e ir pro site e fazer um cadastro.

sábado, setembro 19, 2009

Fui ver a exposição Vanguardas russas, de repente percebi que a arte já estava morta desde aquela época. E eu sempre apreciei Malevitch, algo que já registrei por aqui. Se estava morta, o que restou por essas décadas todas? Tão morto como o gosto amargo que seca minha boca. Por isso não convido ninguém pra visitar exposições. Deveriam ser proibídos incursões grupais em museus e galerias de arte.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Definitivamente a vida é um tédio, e poucos momentos interessantes me restam, eventualmente pegando um DVD de um filme antigo qualquer, um asiático talvez, uma peça de Shakespeare escrita faz 500 anos, um bom livro de capa dura e letras miúdas, ainda é muito melhor que qualquer parafernália digital de hoje e qualquer conversa em boteco com gente idiota.

quarta-feira, agosto 26, 2009

A gripe suína é a vingança dos animais...a bulimia será sagrada no despertar do futuro. Um texto infame pra ajudar no regime.

A gripe suína pegou geral, mas não se compara ao cenário de horror que é um matadouro de porcos e bois, que resulta na carne do churrasco ou no bife que nós comemos mal passado, nojentamente digeridos por olhos e bocas. O maior espetáculo grotesco já inventado se chama, rodízio de churrascaria. Se Da Vinci ressucitasse pintaria o novo master piece do século, substituíndo a "Última Ceia" - pelo majestosa obra de nome " O sagrado Rodízio de Sábado". Explico: no qual o pintor genial faria uma composição triangular do claro para o escuro de uma família de gordos, dois filhos homens e uma menina, a sogra, o genro, o avô paterno, garçons sorridentes, todos com lábios e dedos engordurados, copos de cerveja, no canto esquerdo um pedaço de pão esquecido, sendo o patriarca, figura central do quadro com mais de 120 cm de barriga alisando sua banha abdominal em posição de satisfação após gozar, tendo saboreado uma picanha ensanguentada. Quadro este que estamparia o Louvre com louvor. O "gruesome film" verdadeiro está longe de ser as produções de cinema de Jason e o Massacre da serra elétrica. Há quem diga que qualquer um se torna vegetariano depois de presenciar um matadouro de bois e porcos. Os suínos, que dão nome a famosa gripe, passam uma vida inteira enjaulados em currais com superpopulações comendo forçosamente até o fígado explodir. A vingança chegou na forma invisível de vírus que se espalha pelo ar misteriosamente, através do contato singelo, não é bestial?! Mas isso não é o fim, enquanto houver estômagos e cérebros pra criar vacinas, meus filhos há esperança. Mas o peido (desculpem, a flatulência) dos bois ajudam no efeito estufa, o que é tão sarcástico quanto os humanos engordarem com o colesterol da carne vermelha, e desconhecerem o quanto é impossível pra fisiologia do organismo se livrar disso - na verdade mais de 70% não é eliminado pelo corpo, entupindo nossas frestas microscópicas, limitando nosso cérebro e matando pouco a pouco nossa carne, feita de gordura apodrecida de bois, porcos e galinhas. E daqui a 100 anos, os humanos do futuro estarão morrendo de novos cânceres e ebolas modificados por virus vindos de humanos, porcos, macacos, numa amálgama maldita que fará o inferno de Dante ser a ficção mais inocente que já se leu. Orwell estará definitivamente aposentado. Kafka, finalmente será adormecido. O humano futuro vai ler mensagens com menos de 190 caracteres. E nossos blogs, como dissera senhorita Hiromi, a desasnestesiada, serão documentos históricos dos primórdios do século XXI, época pela qual, a moda foi a sustentabilidade pra boi dormir.

Preciso vomitar o filé de ontem.

Antes que pensem não sou vegetariano porque também fui um produto das tradições seculares que construíram a civilização ocidental, baseadas nisso tudo escrito acima. Talvez até 2015 eu atinja a meta pessoal de "carne zero" estipulada no protocolo de Kyoto, que eu mesmo assinei e o Bush rejeitou.

sábado, agosto 22, 2009

natal e aniverário????

Eu odeio tudo isso, mas vou pedir de presente para ambos os dias, já que são vizinhos um doutro, quero 2 massagistas de filme porno (americano, porque as brasileiras são péssimas atrizes do sexo), um ofuro ou hidro, chocolates belga, champagne (tudo bem estamos no Trópico pode ser o espumante gaúcho), uma cama com colchão d´água...Nada de festas, pessoas, bar, boteco, fogos de artifício, e falsos dizeres como - parabens, tudo de bom. Eu dispenso os protocolos. Infelizmente a realidade do futuro eu posso prever. Tomarei um sedativo e dormirei dias seguidos, naquele calor de verão brasileiro com pernilongos, em casa, em marte; ah, a vida é uma merda.

sábado, agosto 01, 2009

A existência perde o sentido, quando se descobre que o dormir é mais eficiente que o despertar.

segunda-feira, julho 27, 2009

Pra lá de Marte a lua não tem a menor importância

Atravessando desertos marcianos, me pego entre encruzilhadas - devo ir por lá ou por cá, nenhum lado oferece resistência ou um mínimo de coerência, então qualquer lado que vá algo irá se consumar - não importa. Isso não é uma constatação sartreana sobre a vida contemporânea, e também faz tempo que renunciei aos filósofosos, sequer tenho os lido - pra ser sincero a última coisa que li foi Mr. Shakespeare, Macbeth, depois nada mais. Estou em recesso, mas ao contrário dos parlamentares, sem verbas de apoio, salário, motoristas e atos secretos. Isso sim é sustentabilidade. Talvez esteja na hora de abandonar o império das causas perdidas, partir pra outra; qual outra, se tudo é diferente, tudo igual, melhor dizendo.

terça-feira, julho 14, 2009

Ano III



quinta-feira, julho 02, 2009

From Mars to Earth...

Não tenho nada a declarar.

A vida contemporânea daí da Terra não é estranha pra vocês? De repente não tem mais vinil ou CD, a música é invisivel, além do mais, não existe música para se ouvir. Os velhos ídolos de barro soam ultrapassados, já não provocam ninguém, os gritos estão abafados, tudo viaja na velocidade dos bytes turbinados em bandas largas. A culpa é toda minha, abro meu laptop enquanto caminho durante meu exílio voluntário em Marte e descubro que todos possuem um twiter -"Oi me segue lá" - além do facebook, orkut, msn, icq, celebridades instantaneas e políticos, todos fazem parte do quintalzão virtual, além das disputas pra saber quem tem mais seguidores twiteristicos - Jesus deveria virar adepto, twiter.com/jesusoficial (tem que ser oficial porque tem fakes), tem gente que acha que conversa via recadinhos com menos de 200 caracteres com o galã da novela, tem gente sem noção que acredita que conversa com Elvis - ele morreu sim, já vi ele em Marte. Mas eu acabei me rendendo e conectei-me com a Terra via laptop, desde que Michael morreu. Porque será que ninguém mais vende 30 milhões de discos como Thriller; será que há muita música boa no mercado e ninguém consegue dominar a cena musical...será que tem muito lixo no mercado...será que havia muito lixo nos anos 80 e Michael era o menos pior e reinou? Não, não, babaca, é culpa da pirataria do MP3. E antes que esse texto se torne um debate MTV sobre a música digital ou sobre as cotas para negros na sociedade, eu paro por aqui. Bem abaixo aqui, havia postado um vídeo, video art ou performance que terminei recentemente. Era algo totalmente diferente, uma vídeo dança, de uma coreografia que montei, mas deu tudo errado e com a ira dos deuses eu desmanchei tudo. Agora virei coreografo, tudo culpa do tédio. Uma amiga me disse - você é um rapazinho multimídia - não, não, eu sou entediado, depressivo, irritado, esquizofrênico com a vida, tanto que o diabo me mandou falar com Jesus, que a essa altura já tem 1 bilhão e meio de seguidores. Mais que o Lula e a torcida do corinthians. Bem mais que o Sarney. Ah, motorista dele ganha 12 mil por mês - se eu soubesse enquanto morava na Terra, ah, que pena. Em Marte não tem Brasília, congresso e atos secretos. Bom, estou organizando uma grande suruba marciana, vamos trepar geral, mulheres com 3 peitos e duas bucetas, vindas de todas as galáxias estarão por aqui. Shows pirotécnicos, pensadores gregos e romanos, deuses egípcios e tudo mais. Open Bar. Liberado tarjas pretas e todos psicotrópicos, até Michael Jackson virá trazendo zumbis desempregados do Thriller e dançaridos moonwalkers falidos. Simone de Beuavoir e Sartre confirmados. E que se dane o amor, a vida, a justiça e a paz.

sábado, junho 27, 2009

Preto sobre branco ou vice-versa, o segredo que Michael levou pro caixão (o que malevitch tem com isso). Qual é tua cor, cara pálida?


Apesar do meu abandono recente deste recinto, me encontro atravessando desertos marcianos, como fizera Malevitch, tinha que escrever algo que fiquei pensando sobre o rei morto, Michael Jackson. Que diabo tem o preto sobre branco de Malevicth com Michael, afinal, que bobagem está passando por meus neurônios, quer saber, desistam de me entender. O velho russo dos tempos stalinistas viajou total e inventou a tal arte suprematista, que culminou bem mais tarde na programação visual do design, e daí? Michael levou pro caixão o segredo de sua amalgama aparência, aquele esbranquiçado que alimentou a mente dos fãs que o seguiam e da mídia avassaladora por notícias e boatos. A esta mídia não interessa a verdade, ele disse na TV - "tenho vitiligo", mas ninguém acreditou e criaram os fatos fantasiosos que ajudam a vender jornais, revistas e anúncios publicitários. A verdade nunca ajuda a fazer dinheiro. Os boatos sim.

Quem já viu um preto com vitiligo deve saber que a aparência fica realmente horrenda, o contraste da cor é muito mais enfatizado na pele afro. Alguém que lida com imagem como um popstar não pode se dar ao luxo de aparecer feito um dalmata na TV - fatalmente ele preferiu se transformar num fantasma esbranquiçado do que se ter a pele pintada de preto e branco. Brincou com isso no último hit "black and white" dos anos 90. A mídia não quis a versão oficial e criou a sua própria nefasta realidade. E foi exatamente nesta década que ele entrou em decadência. Sua capacidade de se reiventar começava minar, não há ninguém com capacidade de revolucionar a si mesmo tempo todo - algo difícil, mas penso eu, que trabalho com criação, arte, o quanto é difícil tentar produzir, criar, conceber e não conseguir, a motivação se esvai, causando uma frustração interna, fragilidade mental, algo difícil de explicar em palavras, muito diferente de não poder comprar um carro zero - talvez seja isso que frustre a maioria da massa populacional. Com dinheiro de sobra, ele comprava tudo, até uma terra de Peter Pan, até filhos com enfermeiras desconhecidas, a ausência de criação explica a excentricidade com o dinheiro.

Durante duas décadas o rei morto do Pop comandou os palcos e sua família de músicos intermediários. Não vou repetir, suas inventividades e contribuições ao pop e todos seus herdeiros popstars que o copiaram na sequência (toda a porcaria que veio depois como Backstreet boys até a retardada da Britiney) - o pop também modificou-se passando a soar na velocidade da era digital e abandonando o caratér mais bluzeiro e jazzista dos anos 70 - Michael não conseguiu acompanhar nos anos 90 essa renovação patética e frustrado por não continuar inovando, se entregou aos vícios da hipocondria que o levou ao fim. Quem já tomou tarja pretas e psicotrópicos para controlar o humor, os transtornos de personalidades, sabe bem, da gangôrra sutil que existe nisso - qualquer desequilíbrio e você capota. Nenhum psiquiatra renomado pode garantir o sucesso permanente dessas drogas da felicidade. Sempre uso o chamado sorriso falso estampado na face como metáfora a respeito das "pílulas de Merlin". Foi acusado de pedofilia porque sempre esteve ligado com crianças, mantinha aquela voz fina e infantil, até então, nada diz nada. Nenhuma prova, de fato mesmo ficou os milhões que ele pagou a suposta vítima, quer dizer, aos pais da criança que o acusaram. Na corte foi inocentado.

Mas sua aparência fragil e infantil sempre se inverteu no palco quando dominava dançarinos e público com seus movimentos robóticos e passos flutuantes. Isso ele também perdeu. Apagou-se. Madona também passou pelo lapso criativo dos anos 90, sempre amparada no sexo, pra ela uma bon vivant assumida, foi bem mais fácil. Na história tem casos assim. Madona está mais pra Balzac, um escritor genial que não se furtava dos prazeres da vida. Contudo Madona não me parece nada genial, trivial no máximo. Michael está mais para um Van Gogh, com dúvidas sobre sua sexualidade, sua existência, isolado do mundo, atravessando desertos . Não sei se o rei morto era um gênio. Andy Warhol quase contemporâneo ao Michael foi muitas vezes chamado de mediocre, só depois de gênio da Pop Art. Se ao transformar lata de sopa em obra prima lhe fez de genial, Michael também pode ser genial, abriu as portas da Pop Art para música, além da voz, deu para música uma cara - fez literalmente o audio e visual. No final das contas ele era um menino envergonhado que ficava gigante no palco e se perdeu nessa merda de existência. Mas quem não se perde, heim. Fodam-se os normais e intelectuais, sejam pretos ou brancos. Eu, sou verde.

quinta-feira, junho 11, 2009

sexta-feira, junho 05, 2009

O problema de pensar...

A vida é patética, é um clichê, o problema é lembrar disso sempre, eu tenho essa mania em analisar os fatos, anterior e posterior, depois me dá um desânimo de morte, uma vontade em desaparecer ou atropelar tudo com um tanque de guerra, destruir mundos idênticos e deixar tudo em ruínas, pra depois quem sabe surgir algo especial. Essa coisa de sobrevivencia me martiriza. E teimo em observar pessoas, sobre o que fazem de suas vidas. Fico deprimido. Depois piora, quando vejo a mim mesmo dentro desse círculo novamente patético. Quanto aos meus familiares, sempre com as mesmices de ontem e anteontem, nunca surpreendem ninguém. Tento fugir deles, sempre me perseguem. Vivem apenas o cotidiano, repetem mesquinharias, vícios, conversas, tudo me satura, me desgasta. Eu não me vejo em nenhum lugar, laços sanguíneos, graus de parentescos, pro diabo tudo isso. Com pessoas alheias, colegas, conhecidos, amigos virtuais (será), não é diferente. Eventualmente tenho necessidade de apagar a memória de cache, me limpar de qualquer corrente ou amarra. Como se funcionasse - bobagem. Antidepressivos não resolvem essas inconstâncias, porque simplesmente as pílulas de Merlin não tornam as pessoas, os outros, mais interessantes. Um tarja preta só esboça um sorriso idiota na boca, pouco convincente, mas o além disso, pelo menos pra mim continua entediante e insuportável.

terça-feira, maio 19, 2009

notas da letargia

Voltei a escrever com mais objetividade. Um segundo livro de gaveta, o primeiro está parado no HD, já revi duas vezes, e se fosse ler agora, reveria muitas coisas. Esse primeiro escrevi em 2007, espontaneamente em dois ou três meses. Dessa vez escrevo outro livro, mas não espontâneo, mas planejado, cada parágrafo, detalhadamente revisto. Tipo de escrita que precisa de paciência e concentração por meses e anos. Coisa que me faltará com certeza. É um texto que adapto de um roteiro que fiz em 2007 pra uma oficina de cinema no SENAC - uma família de judeus em torno do corpo do pai morto, recém falecido, três filhos e a viúva. É somente isso. Um investigando o outro, através de pensamentos e ironias. Tudo acontece numa noite e numa madrugada. Nada de menções do holocausto, nem datas, na minha cabeça se passa no pós guerra, alguém pode ler e imaginar o ano de 2050, quem sabe; uma família que escapou do nazismo e sobreviveu na Europa destruída, contudo eliminei as datas e até mesmo o país que estão vivendo o presente. Mania de atemporalidade. A coisa acontece em tempo real. Verdadeiramente, não sei porque escrevo esses livros, não sinto muito interesse em publicar, não vejo saídas, a literatura contemporânea não existe. Internet, blogs, google e celulares 3G, ocupando todo o espaço dos livros. Quem pode competir com a parafernália virtual, digital, todo esse lixo via bluetooth, apitando e vibrando nas bolsas, malas e bolsos alheios.?! Quem? E no mais, os grandes autores já deixaram a herança. Nunca se leu e falou tanto de Machado, de Guimarães, de Clarice, Proust, Beckett (tão encenado atualmente, já diria Gerald), Goethe, Shakespeare, Balzac. Pra que precisam de mais um escritor novato, perdidos nesse século desnecessário. Estou a meses pra enviar contrato pra MOJO BOOKS (não sabem o que é isso) - pesquisem o site pelo google. Escrevi pra eles ano passado uma peça baseado na Nona de Beethovem - eles gostaram e me mandaram o contrato, apenas por formalidade já que é um micro livro virtual gratuito que eles disponibilizam para download. Até agora não enviei nada, não senti vontade alguma de ser lido. Vou publicar um livro pra satisfazer quem, a mim? E vou dizer, sou escritor, publiquei um livro pela editora fulana, com tiragem de meia dúzia de exemplares, que não irá significar nada na era pós-moderna - porque hoje nada define nada. E não serve de nada.

segunda-feira, maio 11, 2009

Be my slave...




quarta-feira, abril 29, 2009

Lolita

Abro um espaço ou uma lacuna pra falar de minha Lolita, como uma pupila me sorri inocente, sem muita elegância, um pouco ansiosa, com sua pele delicada e jovial, macia e lábios bem feitos e brilhantes. Diz ela pouco fotogênica, contudo é minha função desdizer -então desligo o flash e deixo a sala na penumbra pra que a luz invasora crie contornos nas paredes e duplique seu corpo sensual. De repente ela aprende que fotogênia é uma invenção de fotógrafos de revistas de moda tolas e fúteis, que o interessante mesmo é a relação sadomazoquista entre o clicado e o cara atrás da máquina. Quero fotos de cinema nisso tudo. Entre a lente, há dois corpos, a modelo seduz e dita o rítmo das clicadas. Só há o barulho externo das sirenes perdidas ao vento, o ruído da máquina e na vitrola ao fundo um acordeon sendo acompanhado por um cello e violino. Nessa trama nabukoviana me faltam justamente alguns cabelos brancos que legitimem meus conhecimentos, denunciando minha autoridade de Domme - na falta deles tenho as olheiras. Dá na mesma. Todas as minhas eras contidas em meu rosto cansado e descrente.

Faz um tempo aderi à parceria contra as relações amorosas. Isso desde que me encontrei com essa entidade cósmica chamada "o nada", que consome até mesmo a escuridão. Mas deixando as mitologias de lado, eu ofereço minhas trevas em troca de um beijo delicado, ou da possibilidade de esculpir essa pedra de mármore bruta, numa bela estátua sensual, sem asamarras físicas da vida. Despejo todas as peças do xadrez no tabuleiro e penso se ela aceitará todos os jogos. Sinto a culpa pela tentativa de quebrar sua dócil existência, mas ela parece querer voar, através da arte - ela me disse "quero viver com arte" e coloca o dedo na massa e nas tintas oleósas. Vejo meu reflexo antigo nisso tudo, porém, não tive nenhuma domme pra me ensinar nada. Aprendi tropeçando nas malditas pedras com muito pessimismo e desafiando deuses. Será que preciso ir em frente nisso? Meu diabo pessoal sussurra - o mundo precisa de lolitas e divas. Eu sorrio ironicamente pra ninguém ver, sob um Sol do Outono, meu favorito. Como disse Chris Penn "don´t fuck with the devil babe". Tonight will be the night.

quinta-feira, abril 23, 2009

sábado, abril 18, 2009

tenho sono mas não consigo dormir

Fadiga. Na TV Obama é o Rei. O Lula é o cara, "you´re my man" - eu diria pro Obama, meu rei sai pra lá, sou espada, prefiro tua muié - a Michelle, beleza de primeira dama, mas é um lambe que lambe, essa politicada vive se lambendo e depois se atacando. É Protógenes, Daniel Dantas, Pitta, Maluf, Berlusconi (o Maluf italiano) e Sarkozy (o Allan Prost político), esse nunca "dá" uma dentro, só bola fora, será que com a Carla Bruni...bom, imaginei a Michelle Obama e a Carla Bruni num ofuro juntinhas - que delicia. E o Brasil é como eu, nunca vai ser pelo jeito, nunca foi, parece o livro da Hilda Hilst - Estar sendo. Ter sido. Diabo de livro complicado, terei de ler umas várias vezes. Assim que é bom, ficar a vida inteira lendo os mesmos livros, como o Grande Sertão: Veredas, ou Ulysses de Joyce, ou Proust. Eu fui pra Marte e não consigo mais voltar pra Terra. Nem querendo se vou. Azar meu, de mais ninguém. Aqui em Marte também é um desânimo de morte. Parece sem fim. Eu me canso do cansar. Já tentei algumas artimanhas pra sair do marasmo, mas é água salgada pra todo lado. Fico à deriva. E ligo a TV, no Maranhão a filha do Sarney voltou. Eita família que não larga o osso de jeito nenhum. É duro esse osso. Eles não param de morder, pai e filha. Desgraça de um jeito e de outro. No momento estou procurando um grupo musical. Explico. Não quero entrar para o grupo como músico, nada disso, nada de carregar instrumento, ensaio, vomitar um Hot dog mal comido num shozinho ralé no interior, ficar preso num estúdio cheirando nicotina alheia, aquele violãozinho chato de alguém que não sabe tocar, fazer pose blazè pra alguma gropie perdida, nada disso. Quero ser o mentor intelectual de algum grupo, especialmente que tenha mulheres novatas e lolitas nabukovianas sem saber pra onde vão e o que fazer. Quero ser Andy Warhol na Velvet Underground. Quero ser o guru, o Ralah do Angeli, o cara que diz o caminho. Estou imaginando eu dizendo os caminhos. É incoerente. Mas a vida é incoerência. Quero sombra, água fresca, inferno e um pouco de guerra. Acho que vou pintar os cabelos de branco também. Inté.

segunda-feira, abril 13, 2009

Já estou pensando em possibilidades extras, diante do fracasso iminente, a mais fácil seria me mudar para um templo de monges budistas, me livrar desse cabelão que teima em crescer, e dos prazeres da carne e do estômago, tudo é um processo, como sempre digo. Outra é ir pra guerra, sem figura de linguagem, me alistar na Legião estrangeira, "le enfants de la patrie mon amour", na França é claro, eles pagam salários em euros e tudo mais, terminaria morrendo num campo de refugiados na África depois de pisar num mina terrestre soviética, meu nome talvez eu mudasse novamente, nada surpreendente pra alguém que não possui um RG como eu. Lá fora chove um desânimo que desagua em mim. Que tédio. Ainda morro disso sim.